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| Ahora TIPOGRAFIA en la red |
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| Escrito por Jorge Montaña | ||||||||
| miércoles, 29 de agosto de 2007 | ||||||||
Olá, colegas e leitores. Para mim é uma honra estar aqui, iniciando trabalhos nesta seção tipográfica na Red LatinoAmericana de Diseño. Honra dupla, por participar de um projeto tão importante quanto o é a Red, e por defender a partir de agora, neste espaço, a tipografia, que é minha paixão.
Sabem, do meu ponto de vista, a tipografia representa a primeira disciplina histórica do design, iniciando-se muitos séculos antes dos artesãos do movimento Arts and Crafts – este também com uma forte presença de tipógrafos - e da Art Nouveau ou da Bauhaus alemã, que teria sido um marco definitivo na conceitualização do design industrial.
De fato, já os primeiros tipógrafos, usando as técnicas de Gutenberg, faziam design no sentido exato da palavra como a conhecemos hoje, uma vez que seus trabalhos, diferente dos pintores e outros artistas seus contemporâneos, contribuíam então para a produção continuada de produtos feitos já em escala industrial. O designer que desenha um alfabeto assemelha-se diretamente ao designer que elabora um projeto de uma nova bicicleta mais ergonômica e leve, à medida que o fruto de seu trabalho intelectual contribuirá para a indústria, pois esta o irá produzir em massa e continuadamente.
Além da preocupação com a funcionalidade dos tipos móveis e das primeiras prensas (1) – uma prerrogativa clara da mente de um desenhista industrial - desde os primórdios da história dos tipos móveis tiveram os desenhistas e os cortadores de punções preocupação estética e científica com a visibilidade dos textos finais produzidos com seus tipos. Coisa que ainda em nossos dias é uma das mais claras preocupações conceituais em todo o design, seja ele gráfico,web, industrial ou tipográfico.
Assim foi que os tipos romanos desenvolveram-se tão cediamente, na Itália e na França, fruto já de uma nova mentalidade, menos obscurantista e guildesca. É com satisfação que pegamos em nossas mãos um livro com tipos garamondianos cortados em Veneza e impressos no século XVI e o lemos tão fluentemente quanto nossos melhores livros de hoje em dia.
Foram também os tipógrafos provavelmente os primeiros a utilizarem logotipos comerciais, tese que eu defendo sempre, ao elaborarem as suas primeiras "marcas de impressores", representando casas fundidoras e casas impressoras.
Neste espaço tentaremos estar à altura de defender esta tradição tipográfica, mas com olhos também voltados para a produção e as necessidades prementes de hoje.
Desde já, portanto, está este espaço aberto para a colaboração teórica e a amostragem de trabalhos de nossos já excelentes tipógrafos latino-americanos, sejam eles argentinos, brasileiros, chilenos, colombianos e de todos os demais paises hermanos, e, porque não, de Portugal e Espanha? Países estes com fortes laços histórico-culturais com nosso continente, e de onde vieram não apenas os primeiros tipos, mas as primeiras influências para nossa profissão.
Assim, sendo, passará por aqui o pensamento de nosso meio tipográfico, mas também os seus trabalhos. Pensando emsoluções profissionais completas para o nosso meio, pretendemos divulgar e vender fontes comerciais de qualidade para uso dos profissionais de design de todos os matizes, além dos que trabalham com marketing e publicidade, nos mesmos moldes de atendimento e qualidade de outros distribuidores internacionais
Como mais um canal e oportunidade mercadológicos para a indústria latina de tipografia e seus usuários, esperamos o apoio e a presença de vocês por aqui
Cordiais saudações
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